segunda-feira, 6 de abril de 2009

Manhãs

O despertador toca,
O sol entra pela janela,
Por mim ficava deitada todo o dia.
Estou cansada.

Com uma mensagem
Dás-me os bons dias.
Apetece-me dizer-te
"Vem ter comigo,
Vamos ficar abraçados todo o dia,
Esquecer as responsabilidades,
Estarmos apenas juntos".
Impossível.

Levanto-me tristonha,
Dizes-me que não te espere,
Como sempre corres contra o tempo.
Vou demorar-me mais um pouco,
Para ver se te encontro ao virar da esquina.
Assim não te espero,
Apenas nos cruzamos,
Por acaso, pura coincidência.
É o furor dos amantes.

Por vezes
Sentia que não nos iriamos encontrar,
No entanto, lá ia,
Atrasada, com um sorriso,
Com o coração aos pulos.

Tu,
Eras tu!
E eu dava saltinhos de alegria,
Sem tu veres.

Davas-me a mão,
Os olhos brilhavam,
Tanto, tanto...
E ai desejava
Que o caminho até à escola
Demorasse uma eternidade
Pois eu sei,
Que não me cansaria de caminhar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cores..

Os teus olhos prendiam os meus
A tua pele colava-se à minha,
Preto, branco,
Branco, preto,
Duas cores misturavam-se
Até não ser possível distingui-las.

E eu tremia,
Com receio,
Falavas-me baixinho, ao ouvido,
O meu corpo acalmava,
Ficava rendido a ti.

Depois, voltávamos ao que éramos
Voltava a existir o preto,
E o branco.
Não nos importávamos.

O mundo lutava para que
Duas cores opostas não se juntassem.
Insistíamos em misturar-nos
Porque já não podíamos
Voltar atrás.

E o nosso mundo ficava cinzento,
E quando nos olhávamos,
Quando sentiamos o amor do outro,
Aí pintávamos o cinzento de amarelo,
Laranja,
Vermelho.