Brincámos muito
Riamos um do outro.
Abraços
Misturavam-se
No calor dos nossos dias.
Um dia deixámos de rir
O abraço foi diferente,
O olhar foi diferente,
Beijámo-nos.
Não esperava,
Fiquei sem jeito.
Escondia-me,
Sentia vergonha
Medo pela nossa amizade.
Não sabia explicar
Porque acontecera
Aquele beijo
Tao intenso
Que insistia
Em não me sair da mente.
Nao te queria.
Será que não queria?
Será que não te quis sempre?
Beijos repetidos
A razão tinha desaparecido,
Fomos embalados
Nesta paixão repentina
De querer sempre mais
Do que sempre tivémos.
E voltámos a rir
Riamos ainda com mais vontade,
Mas também chorávamos
Só assim sabiamos que nos amávamos.
quinta-feira, 26 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Desilusões
Vi-te ao longe.
Reparei em ti porque me olhavas.
Sorri-te envergonhada,
Tu com a cara alegre aproximas-te.
Já nos tinhamos cruzado antes.
As nossas vozes abraçaram-se.
Tocaste-me na perna,
E eu tive medo.
Deslumbravas-me.
Da tua boca saiam bonitas frases,
Apenas dignas dos poetas.
Perdi-me na ilusão de te ter,
Por uns momentos era feliz.
Acordava de repente
e via que nada sentias por mim.
Não gostava de ti,
Era algo que não poderia explicar,
Mas ambos sentia-mos
A atracção
Que constantemente nos juntava.
Um dia, por brincadeira,
Beijaste-me,
Pensei que me desejavas.
Ainda estava maravilhada
Com esse gesto tão especial,
quando olhei para o lado
Roubavas beijos a outro alguém.
Reparei em ti porque me olhavas.
Sorri-te envergonhada,
Tu com a cara alegre aproximas-te.
Já nos tinhamos cruzado antes.
As nossas vozes abraçaram-se.
Tocaste-me na perna,
E eu tive medo.
Deslumbravas-me.
Da tua boca saiam bonitas frases,
Apenas dignas dos poetas.
Perdi-me na ilusão de te ter,
Por uns momentos era feliz.
Acordava de repente
e via que nada sentias por mim.
Não gostava de ti,
Era algo que não poderia explicar,
Mas ambos sentia-mos
A atracção
Que constantemente nos juntava.
Um dia, por brincadeira,
Beijaste-me,
Pensei que me desejavas.
Ainda estava maravilhada
Com esse gesto tão especial,
quando olhei para o lado
Roubavas beijos a outro alguém.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Tempos passados
Procurei a felicidade
Numa ilusão que não se desvanecia,
Mas a tristeza insistia em correr a meu lado.
Eu persistia a minha busca
Numa esperança sem termo,
Sempre que me levantava
Voltava a tropeçar e caia.
Perguntavam-me: “Magoaste-te?”
“Não”, respondia.
Por baixo dos jeans um fio de sangue
Insistia em gotejar
Fazendo uma cicatriz
Para não esquecer de olhar o chão.
A dor? Essa não cessava.
Mas eu sorria.
E continuava sempre a sorrir.
Numa ilusão que não se desvanecia,
Mas a tristeza insistia em correr a meu lado.
Eu persistia a minha busca
Numa esperança sem termo,
Sempre que me levantava
Voltava a tropeçar e caia.
Perguntavam-me: “Magoaste-te?”
“Não”, respondia.
Por baixo dos jeans um fio de sangue
Insistia em gotejar
Fazendo uma cicatriz
Para não esquecer de olhar o chão.
A dor? Essa não cessava.
Mas eu sorria.
E continuava sempre a sorrir.
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