quinta-feira, 19 de março de 2009

Tempos passados

Procurei a felicidade
Numa ilusão que não se desvanecia,
Mas a tristeza insistia em correr a meu lado.
Eu persistia a minha busca
Numa esperança sem termo,
Sempre que me levantava
Voltava a tropeçar e caia.
Perguntavam-me: “Magoaste-te?”
“Não”, respondia.
Por baixo dos jeans um fio de sangue
Insistia em gotejar
Fazendo uma cicatriz
Para não esquecer de olhar o chão.
A dor? Essa não cessava.
Mas eu sorria.
E continuava sempre a sorrir.

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